Thursday, May 31, 2007
Wednesday, May 30, 2007

Tuesday, May 29, 2007

miminhos.
Monday, May 28, 2007
Vou a andar, distraído, por um centro comercial, acompanhado de uma amiga violinista. De repente, ela pega no meu braço:
-Ouça!
Ouço. Escuto vozes de adultos, gritos de crianças, ruídos de televisões ligadas em lojas de electrodomésticos, saltos de sapatos a bater contra o chão de ladrilhos, e aquela famosa música, omnipresente em todos os centros comerciais do mundo.
-Então, não é maravilhoso?
Respondi que não escutei nada de maravilhoso ou fora do normal.
- O piano! - diz ela, olhando-me decepcionada. - O pianista
é maravilhoso!
-Deve ser uma gravação.
-Não diga disparates.
Ouvindo com mais atenção, é óbvio que a música é ao vivo.
Está a tocar uma sonata de Chopin
naquele momento e, agora que me consigo concentrar, as notas parecem ocultar por completo o barulho que nos cerca. Andamos pelos corredores cheios de gente, de lojas, de ofertas que, segundo anunciam toda a gente tem - menos eu e você. Chegamos à praça da restauração: pessoas a comer, a conversar, a discutir, a ler jornais, e uma dessas atracções que todos os centros comerciais procuram dar aos clientes.
Neste caso, um piano e um pianista. Toca mais duas sonatas de
Chopin, e logo a seguir Schubert, Mozart. (…) Os seus olhos fitam o mundo mágico onde estas músicas foram compostas, as suas mãos partilham
com todo o amor, a alma, o entusiasmo, o melhor
de si próprio, os seus anos de estudo, de concentração, de disciplina.
A única coisa que parece não ter percebido é que ninguém, absolutamente ninguém, foi ali para o ouvir, mas foram para comprar, comer, distrair-se, ver montras, encontrar amigos.
(…) Toca
como se estivesse no Scala de Milão ou na Opéra de Paris. Toca porque é esse o seu
destino, a sua alegria, a sua razão
de viver.
(…)
Às vezes, certas coisas estão no nosso
caminho, mas como não chegou a nossa hora, elas passam apenas de
raspão, sem nos tocar - embora sejam suficientemente claras para que possamos
vê-las.
Agradeço a Deus a consciência de perceber que, como diz um amigo meu, aconteceu tudo o que tinha de acontecer, e não aconteceu nada.
Paulo Coelho in Ser Como o Rio que Flui
e estaremos aqui,
depois…
Sunday, May 27, 2007
Saturday, May 26, 2007
Só eu sei, como viajo contigo e de que forma.
Hoje, estou aqui, amore :________________.
Friday, May 25, 2007

(I‘ve got you under my skin…)
Encontrar
te
ha sido terriblemente l
e
n
t
o.