
O principal não é o desapego,
mas sim a compreensão.
Procure compreender toda esta loucura:
o que fez a si mesmo, o que permitiu que
lhe tivesse acontecido, o tipo de
contradições que tem vindo a acumular.
Observe tudo isso sem juízos de valor,
sem condenações, sem tomar partidos.
Observe apenas.
Não se esconda, não se ofenda,
não julgue, não diga "Isto é bom,
aquilo é mau".
Não avalie. Não seja juiz, mas apenas
um observador imparcial,
uma testemunha.
Observe-se.
Permita-se conhecer-se.
Independentemente do caos
e da fealdade, veja-se como é.
Subitamente, começa a compreender,
e é essa compreensão que produz
o desapego.
Nesse instante, consegue compreender
que ser contra ou a favor
é absolutamente
inútil e impossível.
Perante a impossibilidade você
movimenta-se.
Não há lugar a uma escolha mental,
a nenhum esforço.
Sempre que existe compreensão,
o esforço não está presente.
E a ausência de esforço é beleza pura,
pois é inerente ao todo.
O esforço pressupõe a existência mais
ou menos profunda de uma luta contra
alguma coisa.
(...)
Uma pessoa totalmente íntegra
é aquela que não tem inimigos
nem amigos, é aquela que não escolhe,
nem possui inclinações por estes ou por
aqueles, que simplesmente se movimenta
em cada momento com uma consciência
liberta de escolhas, aceitando tudo o que
a vida lhe traz.
Uma pessoa totalmente íntegra,
flutua, não nada.
Não luta, mas flui.
(...)
Quando apenas se é, surge a liberdade:
a liberdade dos amigos, dos inimigos,
das posses e da ausência delas;
a liberdade deste mundo e do outro,
da matéria e da mente,
de todas as escolhas e divisões.
Quando se é, abandona-se
o impossível.
Sem esforço.

Osho in A Semente de Mostarda

da pintura,
da dança.



com o "colete salva-vidas" vestido,

