Quarta-feira | Junho 25, 2008

    
     Em sânscrito existe apenas uma palavra que designa, indiscriminadamente, aquele que vê e o poeta.
     Não existem duas palavras, porque um verdadeiro poeta vê.
 O contrário também é válido. Aquele que vê é um poeta.
 Quando a verdadeira clareza,
 a verdadeira visão estão presentes,
a vida torna~se poesia.
   Se assim for, vai olhar para uma flor sem a nomear:
   é uma rosa ou outra flor qualquer?
     Para que são necessárias palavras?
     Porque é que diz "É belo"?
    Não consegue olhar para a beleza sem falar?
    É necessário repetir que é belo?
    Essa necessidade de falar pressupõe que a existência
    da flor não é suficiente: para poder criar beleza
    em torno da flor, precisa de sugerir que a flor é bela.
    O que acontece, porém, é que não está a ver a flor,
    a flor é apenas um ecrã onde você projecta a beleza.
     Olhe para a flor e mantenha-se em silêncio.
     É difícil; a sua mente sentir-se-á desconfortável
     porque está a ser privada da sua habitual intervenção,
     está habituada aos seus comentários constantes.
     Olhe para uma árvore e não a nomeie.
     Não profira uma única palavra.
     A árvore está ali.
     Para quê dizer seja o que for?

     OSHO in A Semente de Mostarda

Escrito por BLUE em 15:56:23 | Link permanente | Comments (0) |
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