Segunda-feira | Abril 28, 2008


Quem é o homem que possui sabedoria? 

  - É aquele que está preparado para perder tudo pelo absoluto. 

   OSHO in A Semente de Mostarda
Escrito por BLUE em 16:30:50 | Link permanente | Comments (2) |

Terça-feira | Abril 08, 2008

Escrito por BLUE em 19:11:20 | Link permanente | Comments (0) |

Quarta-feira | Fevereiro 20, 2008

(...) Foi assim que  viu, por fim, de repente, o céu  por cima do palácio ser manchado pelo voo de centenas de aves, como que libertadas da  terra por uma explosão, aves de todas as espécies, estupefactas, a fugirem por todos os lados,  enlouquecidas, cantando e gritando, explosão pirotécnica  de asas, e nuvem de  cores, disparadas  para a luz, e de sons, assustados, música em  fuga, no céu a  voar.

  Alessandro Baricco in SEDA
Escrito por BLUE em 20:51:52 | Link permanente | Comments (0) |

Terça-feira | Fevereiro 19, 2008

  alt : http://www.youtube.com/v/4uBY5AqcRao&rel=1
Escrito por BLUE em 16:36:29 | Link permanente | Comments (0) |

 (...)
 À sua mulher trouxe uma túnica de seda que ela nunca vestiu.
 Apertá-la entre os dedos, era como apertar o nada.

                        In SEDA
                (Alessandro Baricco)
Escrito por BLUE em 12:00:57 | Link permanente | Comments (0) |

Segunda-feira | Fevereiro 18, 2008

alt : http://www.youtube.com/v/b6s_kjlhP5U&rel=1
 
Escrito por BLUE em 22:04:38 | Link permanente | Comments (0) |

(...)
      Único sinal visível do seu poder, uma mulher deitada ao seu lado, imóvel, com a cabeça apoiada no seu regaço, os olhos fechados, os braços escondidos pelo amplo vestido vermelho, que se alargava a toda a volta, como uma chama, na esteira de cor cinzenta. (...)
   Chegou um servo imperceptível, e pousou à sua frente duas chávenas de chá. Depois desapareceu do nada.
   Então Hara Kei começou a falar, na sua língua, com voz de lengalenga, dissolvida numa espécie de falsete fastidiosamente artificioso.
  Hervé Joncour escutava.
  Mantinha os olhos fixos nos olhos de Hara Kei, e apenas por um instante, sem se dar conta, baixou-os sobre o rosto da mulher. Voltou a levantá-los. (...) 
  De repente, sem se mexer minimamente, ela abriu os olhos.
  Hervé Joncour (...) aquilo que viu, sem parar de falar, foi que aqueles olhos não tinham um corte oriental e que estavam apontados, com uma intensidade desconcertante, para ele: como se desde o início não tivessem feito outra coisa, por debaixo das pálpebras.
   Hervé Joncour desviou o olhar, com toda a naturalidade de que foi capaz, procurando continuar o seu relato sem que nada, na sua voz, parecesse diferente. Interrompeu-se apenas quando o seu olhar caiu sobre a chávena de chá pousada no chão, à sua frente. Pegou nela com uma mão, levou-a à boca e bebeu lentamente. (...)
   Ela continuava a fitá-lo, com uma violência que tirava a cada palavra sua a obrigação de soar memorável. 
   A sala parecia agora ter deslizado para uma imobilidade sem retorno quando, de repente, e de uma forma absolutamente silenciosa, ela esticou a mão para fora do vestido, fazendo-a deslizar na esteira, diante de si. Hervé Joncour viu-a tocar ao de leve na chávena de chá de Hara Kei e depois, absurdamente, continuar a deslizar até apertar sem hesitações a outra chávena, que era inexoravelmente a chávena onde ele bebera, levantá-la ligeiramente e levá-la consigo.
  Lentamente,  fê-la rodar até ter nos lábios o ponto exacto onde ele tinha bebido.
   Semifechando os olhos bebeu um gole de chá.
   Afastou a chávena dos lábios.
   Fê-la deslizar de novo onde a tinha alcançado.
   Fez desaparecer a mão no vestido.
   Voltou a apoiar a cabeça no regaço de Hara Kei. Os olhos abertos, fixos nos olhos de Hervé Joncour.
   (...)
  Hervé Joncour baixou os olhos.
  À sua frente, estava a sua chávena de chá.
  Pegou nela e começou a rodá-la e a observá-la, como se andasse à procura de algo, no fio colorido do seu rebordo. Quando encontrou o que procurava, apoiou os lábios nela e bebeu até ao fim.
  (...)
   A última coisa que viu antes de sair, foram os olhos dela,  fixos nos seus, perfeitamente mudos.


   Alessandro Baricco in SEDA
           
 (delicado relato sobre o amor, de um erotismo contido, Seda é um "tecido" de silêncios, de gestos quase simbólicos, que encobrem uma paixão vulcânica)
Escrito por BLUE em 15:56:12 | Link permanente | Comments (0) |

Sexta-feira | Fevereiro 15, 2008

caminhando...
Escrito por BLUE em 13:06:37 | Link permanente | Comments (3) |

Quinta-feira | Fevereiro 14, 2008


                 passeando...
Escrito por BLUE em 15:14:40 | Link permanente | Comments (7) |