| May 3rd, 2007

 DOCTOR ZHIVAGO (1965)

Muitos, muitos anos depois, JULIE CHRISTIE regressa com LOIN D’ELLE,

          TÍTULO ORIGINAL : AWAY FROM HER ,

             (QUASE NÃO APARECIA DESDE 1967…)

                  …e passaram quase, quase 40 anos, após FAR FROM THE MADDING CROWD,

                 LONGE DA MULTIDÃO…

| March 15th, 2007

ANGEL

 de François Ozon com Romola Garai.

MOMENTOS ALTOS:

    1- a irreverência da personagem (Romola Garai)

    2- a determinação e o amor que a moviam

    3- Quando , apesar do desejo imenso de ver o seu romance publicado, à pergunta:

      -”Podemos fazer umas pequenas alterações no seu romance…?” - ela respondeu:

      -” Não, nem uma palavra, nem sequer uma vírgula.”   (lindo, lindo…)

    4- Quando antes de morrer, disse à amiga: 

       -”TU foste a única pessoa que verdadeiramente me amou…” 

          (deu-lhe um beijo terno e, depois, o último suspiro… )

   5- a música, absolutamente divina (…um quê de África Minha…)  

                          -”-

ECRIRE POUR EXISTER

baseado numa história verídica, com Hilary  Swan, no papel de Erin            

Gruwell

  MOMENTOS ALTOS:

  1- a intuição e o amor da professora (homenagem   lhe seja feita…) , papel magnificamente interpretado por Hilary Swan.

  2- as vidas que se podem salvar (no ensino) na verdadeira acepção da palavra!…

  3- a sensibilidade raríssima de quem está acima, de quem está acima, de quem está acima de quem julga que está acima… 

  4- VER!!!VER!!!VER!!!

| March 9th, 2007

 

    MOMENTOS ALTOS:

   1- Judy Dench(*)  (superbe!!!)

   2- Cate Blanchett, no papel de SHEBA  ( always Cate Blanchett)

   3- O amor ( a relação de Cate com    Andrew Simpson)

   Obs: (*) quando os temas dos filmes se tornam banais, restam-nos as representações geniais!)

| February 22nd, 2007

  79ª edição dos Óscares: 25 de Fevereiro de 2007: a não perder!!!

      (nunca perdi nenhuma…)

| February 22nd, 2007

  DREAMGIRLS de Bill Condon

 Momentos altos:

 1- Eddie Murphy (superb!!!)

 2- A voz de Jennifer Hudson ( o seu primeiro filme)

 3- A canção: I want you baby.

 4- A discussão cantada

 5- Quando Effie (Jennifer Hudson-a primeira a contar da direita) fica sozinha a cantar: I am changing  ” (ainda todos me hão-de amar)

 6- As voltas que a vida dá…(uma lição…)

| February 14th, 2007

 

     Estreou, hoje, La Môme.

 d’Olivier Dahan

com Marion Cotillard as Edith Piaf.

  O filme e’ de uma tristeza do princi’pio ao fim.

  O que as pessoas são capazes de fazer umas às outras, o que as próprias deixam que se lhes faça e ,ainda, o que as próprias fazem a elas mesmas: o sofrimento!…

 Momentos altos:

 1- a criança que interpreta a primeira infância de Piaf

 2- a criança que interpreta a segunda infância (excepcional)

 3- o amor de Piaf por Marcel Cerdan (hei-de transcrever as palavras de Claude Lelouch sobre Edith e Marcel)

 4- o combate de boxe ao som de Piaf, um contraste saboroso…

 5- quando é dada a notícia da morte de Marcel (toda a movimentação…)

 6- o trabalho que dá adaptar o filme à época

 7- ter chamado por Marcel quando estava a morrer (o amor é extraordinário-lágrimas), catorze anos após a sua morte , num desastre de aviação 

 8- ter desejado ajoelhar-se e rezar pelo pai, o que a sua condição física já não permitiria (imagem do pai a oferecer-lhe uma boneca)

 9- quando numa das últimas entrevistas lhe fizeram, entre outras, as seguintes perguntas:

   - ”Qual a sua cor preferida? - a que Edith respondeu: -”O azul!”

   -”O que aconselharia a uma mulher?” - Edith respondeu: -” AMAR!”

10- o filme é um arrepio desde que começa até que acaba, mas essencialmente mais por se saber que é a vida dela que ali está representada, pois de facto ela não é aquilo.

      Se bem me faço entender, ela não está ali. Tem uma intensidade que ninguém conseguirá jamais “vestir”. Falta ao filme a força que ela tem como pessoa.

   Marion Cotillard não me convence, não por não ter feito um bom trabalho, mas tão simplesmente porque Edith não é “representável”… 

  Da Edith, no filme, a voz. A sua!

  Para quem “conheça” Edith, soube a muito pouco! 

  Só olhar para Edith na entrevista abaixo, ouvi-la na forma  como diz vale mais que uma infinidade de filmes interpretados “pelos mais pintados”.

  Como disse um crítico certeiro: “EDITH ESTÁ BEM MORTA!”

         Adieu, Edith e Marcel

    Jean Cocteau écrit: ” Chaque fois qu’elle chante, on dirait qu’elle arrache son âme pour la dernière fois.”

    

                          amo-te, meu amor, amo-te muito.

| February 12th, 2007

    Une comédie sur le bonheur:

       ODETTE  TOULEMONDE

           de Eric-Emmanuel Schmitt

                     com

            Catherine Frot

                   et

           Albert Dupontel 

     MOMENTOS ALTOS:

  1- A INTERPRETAÇÃO BEM DISPOSTA DE CATHERINE FROT

  2- QUANDO, FRENTE AO SEU ESCRITOR PREFERIDO (O ÚNICO), COM A EXCITAÇÃO DA PROXIMIDADE, NÃO CONSEGUIU DIZER O NOME E, EM VEZ  DE “ODETTE”, SAIR “DETTE” (teve muita graça) E O ESCRITOR, ASSINOU ”À DETTE”.

  3- A CARTA QUE ODETTE ESCREVE AO ESCRITOR*

  4- À PERGUNTA: “PORQUÊ JOSEPHINE BAKER?”, ODETTE TER RESPONDIDO: “PORQUE SOU NEGRA POR DENTRO”

  5- NÃO TER NADA DE VIOLENTO (o que é uma benção!)

  6- A MÚSICA!!!

 

 *Quase sempre  devido à sua notoriedade (dos “artistas”, em geral) é-se levado a pensar que a “sua importância”  deixará supor (sempre os considerei seres humanos como outros quaisquer que apenas se distinguirão pelo carácter, tal como qualquer outra pessoa) que qualquer  ”comum mortal” lhes será indiferente.

 Talvez por sempre ter pressentido a sua solidão, que considerava ser ainda maior que a dos ditos “comuns”, sempre acreditei que determinadas ” cartas/cumprimentos/observações” poderiam ter  impacto nas suas vidas.

 Neste caso é exactamente isso que acontece: a importância da carta para o escritor.

     (devias gostar…)

| January 8th, 2007

                  A GOOD YEAR (UNE GRANDE ANNÉE) 

                de RIDLEY SCOTT

 

              MOMENTOS ALTOS:

             1- O Russell Crowe comediante, que eu desconhecia…

            2- A ”difícil” Marion Cotillard 

           3- Abbie Cornish 

           4- Albert Finney      (always great!!!)

           5- O local…(o casarão)  

        5.1- A mota (por aqueles caminhos…)

          6- Voltar ao local após mais de vinte anos e olhar para tudo como ficou…há exactamente esse mesmo tempo atrás

           Obs: sempre adorei ver esse tipo de flashback: voltar ao sítio onde houve amor (é das coisas que mais me emociona) e acredito que seja pelo facto de, desde sempre, mesmo antes das coisas acontecerem, eu fazer determinado tipo de  previsões, de forma tão nítida, que dá a impressão de já ter passado por tudo o que ainda há-de vir, razão pela qual tenho a perfeita noção do valor da vida e de como ela não deve nem pode ser desperdiçada nem vivida se não no mais puro amor, pois só isso perdurará: o amor!…

         7- Todas as recordações e pormenores da infância ali passados

         8- As músicas…

        9- As opções que se fazem na vida, neste caso : A ACERTADA!!!

       10- O SORRISO com que se sai da sala e a vontade de que o mesmo nos aconteça…

       11- Ter gostado!

| December 27th, 2006

                    Retirei-me do silêncio para o “Silêncio”

                                 (estava-me a fazer falta) 

        Fui ver:       LE GRAND SILENCE - (Die Grosse Stille)

                             - de Philip Groning -

         (rencontre avec les moines de la “Grande Chartreuse”)

                         

        (“un film sur la conscience, sur une présence absolue, sur des hommes qui dévouent en tout clarté leur vie au silence”)

            “CE N’EST QUE DANS SILENCE QUE L’ON COMMENCE À ÉCOUTER.” /  

                             

            “CE N’EST QUE LORSQUE LA VOIX SE TAIT QUE L’ON COMMENCE À VOIR”

           

         

         MOMENTOS ALTOS:

        1 - O silêncio absoluto da plateia (o que deva dizer-se é um milagre!)

        2 - A limpeza da capela (austera) e o seu interior de madeira/ as vestes azuis

        3 - O vento no verde

        4 - O verde sem vento

        5 - O som da água 

        6 - Os pingos de chuva , na água

        7 - O toque dos dedos dos monges na água

        8 - O limpar dos dedos na toalha (que ia oscilando)

        9 - Alguns dos cânticos (quase mantras)

       10 - Uma das refeições de um dos monges, no chão, junto à porta (aberta) ao som do chilrear dos pássaros

       11 - Uma das refeições de um dos monges, junto à janela

       12 - O frequente olhar para a câmara de “actores” que não o são

       13 - Sentir, no meio de toda aquela privação, a máquina zero penetrar nos cabelos e a escovinha que a seguir os sacode…

       14 - O único momento de verdadeira diversão e alegria ( escorregar na neve e o som do riso: a alegria sentida)*

   * apenas neste momento senti  os monges verdadeiramente felizes ( não me parece que a verdadeira felicidade seja algo possível de se esconder)

       15 - Constatar que o silêncio deve ter ” conta, peso e medida” *

  * Que o silêncio seja um dos caminhos para encontrar o “ser” e uma vez “descoberto,  se prossiga…” concordo, caso contrário que utilidade poderá ter todo aquele “ostracismo”, permanente?

    (03horas de duração)

| December 16th, 2006

 

    A Casa de Areia 

    momentos altos:

    1- o u’nico actor português ter morrido nos primeiros dez minutos de filme (valha-me Deus, valha!).

    2- rever Fernanda Montenegro

       e

      Fernanda Torres

 ( bastava a presença, mas ainda por cima falam e movimentam-se e interpretam e magnificamente).

     Aparte:  descobri que eram mae e filha, ha’ uns bons anos atra’s,  apenas observando as interpretaçoes e semelhanças (em novelas diferentes) e achar que era imposs’ivel que nao fossem…levei a minha avante e…acertei!!!

    3- o Maranhao

   4- aS DUNAS 

   5- o abraço na areia

   6- o jeep na areia

   7- a onda

   8- o Massu

   9- os corpos (branco e negro) unidos  a ce’u aberto

  10- o pormenor do retrato do pai de Fernanda Torres, marido de Fernanda Montenegro: Fernando Torres (na parede).

 Aparte: eu sabia que era ele… caso contra’rio…a cena passaria em branco…e esse saber, naquele momento, foi valoroso (a intençao de inte’rpretes e realizador deve ter sido meramente carinhosa).

   11- Fernanda Montenegro (A’urea) nao ter partido quando podia…

   12- Os abraços: mae/filha

                                    e

                           A’urea/Massu (no final)